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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Vociferando



E eu, que não tinha quase nada, tenho em mim a lucidez.
Eu, que não era ninguém, tenho em mim a solitude.
Eu, que não fazia sentido, tenho em mim a ciência.
E eu, que não sabia quem eu era, tenho ao meu respeito muita consideração.


E você, que tinha um palpite sobre tudo, tem só o ego ao seu favor.
Você, que se dizia tão capaz, passou tempo demais se vangloriando.
Você, que pagou caro tão para brilhar, é o ouro de tolo que temo ser.
E você, que sabia exatamente quem era, hoje já não sabe de mais nada.


Sarah Nadim de Lazari



Um comentário:

  1. Sabes Sarah... nunca li algo tão verdadeiro...
    E tão condizente com meu momento (re)descobertas.

    Aprendi da forma mais dura, o quanto não devemos nunca, nem por um instante, recuar ou trair quem somos, nem por amar. Por mais que tudo o que muitas vezes parecemos, e o outro, do alto de uma vangloria nos aponte vaidosos, é um aturdido anonimato...
    Melhor que ser ouro de tolo, papel laminado cobrindo altar de papelão....

    Mas estar vivo, só vivo,
    E só vivo - até o fim.

    Fantásticas palavras essas tuas...
    Meu Olá
    =)

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